Conheça a

Cidade de Pomerode

Pomerode, Santa Catarina

Saiba mais sobre a Nossa Pequena Alemanha

Quando o alemão Dr Blumenau realizou o projeto de colonizar Santa Catarina com moradores da Prússia (a Alemanha ainda não existia como país), na segunda metade do século XIX, um grupo de imigrantes se fixou às margens do Rio do Testo, que corta a cidade de Pomerode. Como a maioria vinha da região da Pomerânia (atualmente quase toda em território polonês), denominaram a povoação Pommerode – de “Pommern”, significando Pomerânia e “Rode”, significando “clareira”, sufixo usado quando se abre a mata para povoação. Começaram a chegar em 1863, e se estabeleceram em “Colônias”, unidades de terreno com 100 morgos de área (250 mil m2, equivalentes a um quadrado de 500 x 500 metros), com um dos lados voltados para o Rio do Testo ou um de seus afluentes. Por isso os imigrantes e seus descendentes são chamados “colonos”, e os produtos, “coloniais”.

Viviam da agricultura de subsistência, e trouxeram a típica técnica construtiva Enxaimel, em que todas as peças da construção, feitas em madeira, são encaixadas sem uso de pregos ou parafusos. Ainda hoje, Pomerode reúne a maior quantidade de casas enxaimel fora da Alemanha: são mais de trezentas.

No início do século XX começaram a surgir as primeiras indústrias, destacando-se a Firma Weege, que produzia laticínios e embutidos e, décadas mais tarde, a Porcelana Schmidt, de renome nacional. Da década de 70 em diante houve forte industrialização, com a criação de empresas têxteis, metal-mecânicas, plásticas, alimentos e muitos outros setores. Presentemente, muitos produtos conhecidos no Brasil são fabricados em Pomerode, sejam porcelanas, cristais, cervejas, embutidos, chocolates, roupas, queijos e muitos outros, e o município é um dos maiores arrecadadores de ICMS de Santa Catarina — apesar da pequena população.

O envolvimento com o Turismo começou na década de 1930 com o Zoológico da família Weege, que iniciou como um hobby e logo começou a atrair visitantes, e hoje é o maior BioParque de Santa Catarina. Pomerode também sediou um luxuoso hotel-cassino nas décadas de 1940 e 1950, frequentado até mesmo por presidentes do Brasil.

Como Pomerode era uma comunidade relativamente fechada, o que se intensificou na Segunda Guerra mundial (pois falantes do alemão eram mantidos isolados), a cultura e o idioma se preservaram por mais tempo. Até a década de 1950, raras eram as pessoas que falavam o português.

Essa preservação de traços culturais e costumes, a partir da década de 1980, se transformou em atração turística.
As danças típicas alemãs, a gastronomia típica dos imigrantes alemães, as festas, a arquitetura e os produtos de qualidade produzidos localmente criaram um ambiente ideal para o turismo cultural e familiar.

A partir do ano 2000, vai ficando mais claro o potencial turístico de Pomerode, e atrativos existentes se expandiram, e novos parques, hoteis, museus, lojas e visitações em fábricas foram surgindo, contribuindo para compor um destino turístico maduro e completo.

Diversos eventos turísticos também passam a ser organizados, compondo um calendário de festas e encontros no ano inteiro. Além da Festa Pomerana, festa alemã realizada desde 1984, surgem a Osterfest e o Festival Gastronômico, ambos organizados pela Associação Visite Pomerode. Com a Maior Árvore de Páscoa do Mundo e o Maior Ovo de Páscoa do mundo, reconhecidos pelo Guinness, a Osterfest se consolidou como maior festa de Páscoa da América Latina. Outros eventos na cidade, como o Encontro de Carros Antigos, Encontro de Fuscas, Bierfest e diversos eventos esportivos atraem visitantes em todos os meses.
Hoje Pomerode é uma cidade de aproximadamente 35.000 habitantes, elevado Índice de Desenvolvimento Humano, eleita em 2015 “Cidade Mais Igualitária do Brasil” e que concilia preservação cultural, qualidade de vida e atividade econômica pujante.
É um destino turístico diversificado, que une a experiência cultural da imigração alemã, boa gastronomia, compras direto de fábrica, natureza e diferentes parques e museus.

Sempre com muito capricho, segurança e limpeza, característicos da cultura local.

Crédito pelas imagens: Renato Soares/MTur